facebook

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Paralelismos

Em 1912 Portugal recebeu o seu primeiro submarino. Tal como hoje, na altura o processo de compra/encomenda dos 4 submarinos que vieram equipar a armada foi moroso, sendo que o processo arrastou-se por vários anos. Aliás, se contarmos com o tempo das conversas e polémicas tão intemporais em Portugal, podemos afirmar que o processo que levou à compra destes quatro submarinos demorou décadas!

Tal como noventa e oito anos depois, em 1912 a situação financeira do país era miserável, assim como o era em 1910, data em que, salvo erro, se realizou a encomenda dos quatro submergíveis. Aliás, a instauração da República em 5 de Outubro de 1910 só pode ser entendida completamente à luz dessa situação económica desgraçada, assim como só pode ser totalmente entendida a entrada de Portugal na 1ª Guerra Mundial à luz da instauração da República. Mas isso são outras histórias.

Portugal parece ter assim a triste tendência para realizar compras absurdamente caras em alturas que a prudência o não aconselha.

Sim, o Tridente e sua parelha foram encomendados há já alguns anos, mas a verdade é que já aí se dizia que Portugal estava "de tanga".
Sim, não é menos verdade que Portugal, poucos anos depois de ter encomendado o Espadarte e os outros três submarinos em 1910 entrou numa guerra mundial, conflito onde desconheço qual foi o emprego dos submarinos. De qualquer forma, relembro que Portugal fez mais por entrar no conflito do que para se manter à margem, pelo que os submarinos, a bom dizer e se houvesse bom-senso nas cabeças dos políticos da altura, nem sequer teriam sido necessários!

São as diabruras da nossa classe politica, incompetente desde gerações atrás, e que tem a tendência para a estupidez em momentos cruciais da nossa história.

Relembro também a história do terrível Adamastor. Não aquele do cabo das tormentas, mas sim o navio que foi comprado com recurso a um "peditório" nacional, forma desencantada para responder ao ultimato inglês a propósito do mapa cor de rosa.

Tendo a começar a pensar que este país não se enxerga...