Creio que já poucos pensavam que a Kate Perry era, apenas, mais uma de um maço de jogar e deitar fora. Para mim a música Firework acaba por confirmar isso mesmo a quem ainda não tinha reparado.
Caderno de Apontar
domingo, 30 de janeiro de 2011
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Afinal há dinheiro ou não há!?
Desde que pago impostos que o país está em crise. Penso por vezes que talvez até seja por eu pagar impostos que o país está em crise.
Todos os anos se repetem os apertos, os défices, a falta de capital, o estrangulamento das nossas finanças... eu sei lá!
No entanto, e a menos que eu esteja a ver qualquer coisa mal, noto que todos os anos, com o chegar do inverno e, por inerência, os últimos meses do ano, as instituições do estado ou ligadas ao estado, de alguma forma, apressam-se a realizar compras de produtos e serviços.
Desde computadores para senhoras da limpeza (só pode, porque todos os outros já têm um), automóveis, medalhas,... eu sei lá mais o quê.
Este ano, como não poderia deixar de ser, o mesmo está a passar-se, mesmo com a "crise" que nos atrapalha a vida e nos custará mais dinheiro do nosso bolso.
Mas afinal, temos ou não temos dinheiro!
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Mais um espalhanço comunista...
Todos sabemos o quanto os partidos políticos são fartos em número de declarações incoerentes. O diz que não diz que disse e voltou a não dizer só tem paralelo no mundo do futebol, meio, diga-se de passagem, que padece de quase todos os males que grassam nas política.
A última, para mim, grave, saiu do Partido Comunista Português, o qual, já depois de há uns anos ter proferido algumas declarações infelizes sobre a Coreia do Norte, voltou à carga, desta vez por causa da atribuição do Prémio Nobel da Paz.
Dizer que a atribuição deste galardão a Liu Chiaobo é mais "um golpe na credibilidade" deste prémio é, além de condenável, uma profunda contradição com a história do PCP.
Este partido, conhecido pelo seu combate incessante contra o Estado-Novo, luta que durou dezenas de anos, não devia de maneira alguma vir agora contradizer o seu passado condenando a atribuição do prémio.
Além de ser uma atitude que tem de tão infeliz como de patética, demonstra o quanto esta força política se mantém ideologicamente estagnada e intransigente, separada de qualquer valor ético e moral. Defender a atitude do governo chinês apenas tem como explicação o facto de este dizer-se comunista, algo que, não sei se Jerónimo de Sousa e restante trupe, já repararam mas que já não corresponde à realidade.
A China é hoje em dia, um país com um sistema híbrido, profundamente capitalista. Digo mais, comparado com a economia chinesa, os EUA possuem uma economia socialista, tal é a falta de direitos e regalias de que os trabalhadores chineses gozam, aliada a uma ditadura que continua a violar os mais elementares direitos humanos.
A última, para mim, grave, saiu do Partido Comunista Português, o qual, já depois de há uns anos ter proferido algumas declarações infelizes sobre a Coreia do Norte, voltou à carga, desta vez por causa da atribuição do Prémio Nobel da Paz.
Dizer que a atribuição deste galardão a Liu Chiaobo é mais "um golpe na credibilidade" deste prémio é, além de condenável, uma profunda contradição com a história do PCP.
Este partido, conhecido pelo seu combate incessante contra o Estado-Novo, luta que durou dezenas de anos, não devia de maneira alguma vir agora contradizer o seu passado condenando a atribuição do prémio.
Além de ser uma atitude que tem de tão infeliz como de patética, demonstra o quanto esta força política se mantém ideologicamente estagnada e intransigente, separada de qualquer valor ético e moral. Defender a atitude do governo chinês apenas tem como explicação o facto de este dizer-se comunista, algo que, não sei se Jerónimo de Sousa e restante trupe, já repararam mas que já não corresponde à realidade.
A China é hoje em dia, um país com um sistema híbrido, profundamente capitalista. Digo mais, comparado com a economia chinesa, os EUA possuem uma economia socialista, tal é a falta de direitos e regalias de que os trabalhadores chineses gozam, aliada a uma ditadura que continua a violar os mais elementares direitos humanos.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
E mais outra... Desta vez sobre ensino!
Todos sabemos o quanto o estado administra mal o seu património, seja ele financeiro, humano ou material.
Qualquer empresário fica a rir-se com a falta de gestão dos activos da república por parte do estado. Seja qual for o empresário, este sabe que a ter o mesmo tipo de gestão na sua empresa, esta rapidamente entraria em colapso ou sérias dificuldades.
Imaginam por acaso uma empresa do Grupo Sonae a pagar a formação de um dos seus trabalhadores, a qual ficaria em milhares de Euros e, em seguida, deixa-se esse activo com formação especializada e dispendiosa a abandonar a empresa e começar a trabalhar num concorrente directo ou não?
Imaginam por acaso uma empresa como a Unicer a dar formaçãoa um trabalhador, mandá-lo logo em seguida para a rua para contratar um outro trabalhador com a mesma formação e experiência e que tinha concorrido a esse lugar tendo ficado atrás do trabalhador antes despedido?
Estes casos no sector privado não acontecem. A nível de exemplo, as poucas companhias aéreas que ainda formam, do seu bolso, pilotos ou outro pessoal de bordo, tomam as devidas precauções de que esses activos não saem da empresa.
Ora, em Portugal, e não só, é precisamente o que acontece.
No nosso país não existem universidades privadas que, pela qualidade do seu ensino, justifiquem que um candidato prefira o ensino privado ao público. A única excepção será a tendência para as instituições de ensino superior privadas darem (ou será venderem!?) médias mais altas.
Assim, partimos do principio que os alunos com melhores notas (considerados os mais capazes) entram no ensino superior público. Não estou com isto a dizer que os outros sejam, vá lá, burros, mas sim que os que entram são mais inteligentes segundo os padrões de avaliação do sistema de ensino.
Assim, e com os melhores alunos a entrarem no ensino superior público, o estado prontifica-se a pagar boa parte dos seus estudos. Segundo noticia do Diário Económico sobre um estudo da OCDE o estado gasta 6677€.
Além de custear boa parte dos seus estudos, o estado também controla a qualidade do ensino.
No final de obter o grau académico pretendido o novo "Dr." é colocado no mercado de trabalho e aqui começam as aberrações.
Por exemplo, no caso dos professores, e depois de pagar os estudos à maioria dos candidatos a professores, os quais são ainda por cima os mais capazes segundo o critério imposto pelo próprio estado, este último vai permitir que os candidatos provenientes do ensino privado concorram em igualdade de circunstâncias... Com isto, o estado permite que candidatos cujo ensino não controlou, que não foram capazes de entrarem numa instituição de ensino superior do estado, que tiveram dinheiro para pagar à instituição que lhes deu as notas, passem à frente daqueles a quem o Estado, e por inerência, o contribuinte, pagou o estudo.
Literalmente, isto é atirar dinheiro para o lixo.
Pior ainda, é que comparando instituições de ensino, públicas e privadas, que leccionam o mesmo curso, na mesma cidade, com alunos das mesmas áreas geográficas, sendo que os alunos do ensino público tiveram melhores notas à saída do secundário, estes últimos acabam o seu curso com médias inferiores.
Não sei, mas se eu soubesse que os alunos duma universidade privada têm notas baixas, dificuldade em passar de ano e queixam-se da dificuldade do curso, nunca me sentiria compelido a entrar nessa instituição.
Segundo caso. O curso de medicina será dos mais dispendiosos, sendo que os licenciados em medicina são, por seu lado, dos que têm mais opções disponíveis no mercado de trabalho.
Como referi em cima somo nós, contribuintes, que pagamos os seus estudos. Não na totalidade, é certo, mas na maior parte. E o que é que o Estado faz quando estes terminam os seus estudos? Permite que, numa situação de falta de médicos em certas zonas do país e/ou especialidades, estes fujam do sector público de saúde e vão para o sector privado, apenas para auferirem melhores salários...
É altura de olharmos para o que fazemos e vermos do que o país necessita em termos de mão-de-obra e, acima de tudo, tentarmos rentabilizar o investimento brutal que fazemos na formação dos nossos profissionais.
Eu não estou disposto a pagar os estudos de alguém para que depois eu, enquanto cidadão, enquanto parte do Estado pois dou accionista dele, mandar todo o meu investimento para o lixo.
Qualquer empresário fica a rir-se com a falta de gestão dos activos da república por parte do estado. Seja qual for o empresário, este sabe que a ter o mesmo tipo de gestão na sua empresa, esta rapidamente entraria em colapso ou sérias dificuldades.
Imaginam por acaso uma empresa do Grupo Sonae a pagar a formação de um dos seus trabalhadores, a qual ficaria em milhares de Euros e, em seguida, deixa-se esse activo com formação especializada e dispendiosa a abandonar a empresa e começar a trabalhar num concorrente directo ou não?
Imaginam por acaso uma empresa como a Unicer a dar formaçãoa um trabalhador, mandá-lo logo em seguida para a rua para contratar um outro trabalhador com a mesma formação e experiência e que tinha concorrido a esse lugar tendo ficado atrás do trabalhador antes despedido?
Estes casos no sector privado não acontecem. A nível de exemplo, as poucas companhias aéreas que ainda formam, do seu bolso, pilotos ou outro pessoal de bordo, tomam as devidas precauções de que esses activos não saem da empresa.
Ora, em Portugal, e não só, é precisamente o que acontece.
No nosso país não existem universidades privadas que, pela qualidade do seu ensino, justifiquem que um candidato prefira o ensino privado ao público. A única excepção será a tendência para as instituições de ensino superior privadas darem (ou será venderem!?) médias mais altas.
Assim, partimos do principio que os alunos com melhores notas (considerados os mais capazes) entram no ensino superior público. Não estou com isto a dizer que os outros sejam, vá lá, burros, mas sim que os que entram são mais inteligentes segundo os padrões de avaliação do sistema de ensino.
Assim, e com os melhores alunos a entrarem no ensino superior público, o estado prontifica-se a pagar boa parte dos seus estudos. Segundo noticia do Diário Económico sobre um estudo da OCDE o estado gasta 6677€.
Além de custear boa parte dos seus estudos, o estado também controla a qualidade do ensino.
No final de obter o grau académico pretendido o novo "Dr." é colocado no mercado de trabalho e aqui começam as aberrações.
Por exemplo, no caso dos professores, e depois de pagar os estudos à maioria dos candidatos a professores, os quais são ainda por cima os mais capazes segundo o critério imposto pelo próprio estado, este último vai permitir que os candidatos provenientes do ensino privado concorram em igualdade de circunstâncias... Com isto, o estado permite que candidatos cujo ensino não controlou, que não foram capazes de entrarem numa instituição de ensino superior do estado, que tiveram dinheiro para pagar à instituição que lhes deu as notas, passem à frente daqueles a quem o Estado, e por inerência, o contribuinte, pagou o estudo.
Literalmente, isto é atirar dinheiro para o lixo.
Pior ainda, é que comparando instituições de ensino, públicas e privadas, que leccionam o mesmo curso, na mesma cidade, com alunos das mesmas áreas geográficas, sendo que os alunos do ensino público tiveram melhores notas à saída do secundário, estes últimos acabam o seu curso com médias inferiores.
Não sei, mas se eu soubesse que os alunos duma universidade privada têm notas baixas, dificuldade em passar de ano e queixam-se da dificuldade do curso, nunca me sentiria compelido a entrar nessa instituição.
Segundo caso. O curso de medicina será dos mais dispendiosos, sendo que os licenciados em medicina são, por seu lado, dos que têm mais opções disponíveis no mercado de trabalho.
Como referi em cima somo nós, contribuintes, que pagamos os seus estudos. Não na totalidade, é certo, mas na maior parte. E o que é que o Estado faz quando estes terminam os seus estudos? Permite que, numa situação de falta de médicos em certas zonas do país e/ou especialidades, estes fujam do sector público de saúde e vão para o sector privado, apenas para auferirem melhores salários...
É altura de olharmos para o que fazemos e vermos do que o país necessita em termos de mão-de-obra e, acima de tudo, tentarmos rentabilizar o investimento brutal que fazemos na formação dos nossos profissionais.
Eu não estou disposto a pagar os estudos de alguém para que depois eu, enquanto cidadão, enquanto parte do Estado pois dou accionista dele, mandar todo o meu investimento para o lixo.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Mais uma proposta...
Como este blogue mais parece um programa de governo que outra coisa, aproveito a maré para deixar aqui espelhada mais uma ideia que vagueia pela minha mente há vários anos.
Não estamos num país rico, todos sabemos, nem parece que será no decorrer de uma geração que podemos aspirar a tal, pelo menos com esta tribo e seguidores.
Assim, e atendendo à crescente dificuldade que a segurança social tem em assegurar o pagamento das pensões em carteira, creio que é de todo pertinente travar as acumulações de várias reformas.
Claro está, que não podemos proibir a acumulação, pura e simples, de várias reformas.
Assim a minha proposta é simples:
- É permitido a acumulação de reformas até um tecto liquido de 1500€.
- No caso de um beneficiário acumular várias reformas, e no caso de, pelo menos, uma delas ser superior ao tecto liquido que referi atrás, pode escolher a reforma que deseja receber, sendo-lhe cortadas as restantes.
Esta medida, simples, permitiria, entre outros casos, dos seguintes exemplos:
a) que um pensionista que tivesse direito actualmente a duas pensões de 450€, outra de 600€ e uma outra de 700€ de um qualquer cargo politico não ficasse limitado aos 700€ da reforma mais alta, mas sim, acumula-se os valores até um máximo de 1500€.
b) que um qualquer pensionista que recebe uma pensão de 1890€, outra de 900€ e mais outra de 2220€ possa escolher a de valor mais elevado, poupando o estado com as restantes.
São milhares os casos, e com esta medida, além de não levar a um corte radical no nível de vida de qualquer pensionista, permitindo-lhe ter mesmo uma pensão bastante acima do salário médio português, permitiria que pessoas que recebem 5, 7 ou até mesmo 10 mil euros de várias pensões, passassem a receber apenas uma reforma (veja-se o caso de um ministro, secretário de estado ou presidente de câmara), pela lógica a mais elevada, aliviando as contas da segurança social.
Todos ficaríamos a ganhar.
Não estamos num país rico, todos sabemos, nem parece que será no decorrer de uma geração que podemos aspirar a tal, pelo menos com esta tribo e seguidores.
Assim, e atendendo à crescente dificuldade que a segurança social tem em assegurar o pagamento das pensões em carteira, creio que é de todo pertinente travar as acumulações de várias reformas.
Claro está, que não podemos proibir a acumulação, pura e simples, de várias reformas.
Assim a minha proposta é simples:
- É permitido a acumulação de reformas até um tecto liquido de 1500€.
- No caso de um beneficiário acumular várias reformas, e no caso de, pelo menos, uma delas ser superior ao tecto liquido que referi atrás, pode escolher a reforma que deseja receber, sendo-lhe cortadas as restantes.
Esta medida, simples, permitiria, entre outros casos, dos seguintes exemplos:
a) que um pensionista que tivesse direito actualmente a duas pensões de 450€, outra de 600€ e uma outra de 700€ de um qualquer cargo politico não ficasse limitado aos 700€ da reforma mais alta, mas sim, acumula-se os valores até um máximo de 1500€.
b) que um qualquer pensionista que recebe uma pensão de 1890€, outra de 900€ e mais outra de 2220€ possa escolher a de valor mais elevado, poupando o estado com as restantes.
São milhares os casos, e com esta medida, além de não levar a um corte radical no nível de vida de qualquer pensionista, permitindo-lhe ter mesmo uma pensão bastante acima do salário médio português, permitiria que pessoas que recebem 5, 7 ou até mesmo 10 mil euros de várias pensões, passassem a receber apenas uma reforma (veja-se o caso de um ministro, secretário de estado ou presidente de câmara), pela lógica a mais elevada, aliviando as contas da segurança social.
Todos ficaríamos a ganhar.
sábado, 9 de outubro de 2010
A ver se aprendemos com os ricos!
Tempos houve em que políticos portugueses iam buscar, lá fora, as melhores mentes, os melhores métodos, os melhores exemplos...
Acho que podíamos voltar a fazer isso!
Acho que podíamos voltar a fazer isso!
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Lembrei-me de mais um caso de desleixo do Estado....
O Estado, que somos todos nós caso ainda não tenham dado conta, estabelece e concede (ou vai concedendo) um abono de família a todas as crianças que nascem em Portugal.
Logo por aqui considero ser o primeiro acto de desleixo do estado, porque creio que nem todas as pessoas que recebem o dito abono de família o devem receber tendo em conta os seus rendimentos anuais! Um estado de direito também é isto: saber distribuir!
Ora, como eu dizia, o Estado atribui o dito abono a todas as crianças, no entanto dei-me conta hoje de que o Estado não leva a cabo algumas medidas "básicas" de protecção dos seus capitais (que são os nossos pela definição que apresentei no início).
Primeiro facto de que me dei conta hoje (a partir de casos reais). Imaginemos a seguinte situação, incrivelmente vulgar hoje em dia: Uma mulher tem um filho. Na maternidade o pai visita a mulher e o seu filho recém nascido, regista-o no próprio hospital como hoje, e bem, é possível. No entanto, o pai não está casado com a mãe da criança, nem muito menos em união de facto com ela. Nesta situação a criança recebe um abono considerável em relação à presumível média nacional (em relação à minha filha é pelo menos 3 vezes superior, mas pode ser mais). Ora, o estado dá pelo menos 40 euros por mês à mãe (e só peca por seu pouco) sem sequer se certificar que o pai, elemento fundamental desta equação, também contribui para o sustento do rebento!
Pode parecer uma situação sem qualquer importância, mas o que acontece na realidade é (o pior dos cenários) mães sustentarem um ou mais filhos sem que o pai ajude pelo simples facto que a mãe não quer ou não pode arcar com um processo judicial de atribuição de paternidade ou como isso se chama.
Por outro lado, também bastante vulgar, são os casais que simplesmente não requerem a união de facto ou o casamento porque em vez dos 17,50€ ou menos que receberiam, descobrem que o Estado está disposto a dar-lhes, pelo menos, o triplo sem lhes pedir qualquer esclarecimento em troca... E como a República, a tão recentemente festejada República, nunca pára num só mau exemplo, multiplica estas beneces por duas ou três vezes sem, mais uma vez, nada pedir em troca....
Este "esquecimento" leva a que muitas mulheres tenham que sustentar os filhos sozinhas sem que o estado, que deveria ir à procura do pai como a humidade vai atrás do apartamento daquela senhora da TVI, nada faça para corrigir esta "impunidade".
Por outro lado este "esquecimento" leva a que se gaste numa considerável, e cada vez maior número, de crianças, pelo menos o triplo do que era realmente justo, com prejuízo de quem realmente necessita. E digo desde já que eu não sou uma das pessoas que precisava, indubitavelmente, de um abono de família maior!
Outra situação existe em relação a este assunto que me deixa perplexo. São vários os casos de pais que alegam, em tribunal, que não podem pagar a pensão de alimentos que o tribunal decide atribuir. Estas situações infelizmente existem para prejuízo das crianças e dos seus pais, quando tal ocorre realmente. No entanto, e por várias vezes ouvi falar de casos (nos quais acredito piamente) de pais (pai ou mãe é igual, ainda que embora aqui nos interesse mais o caso do pai) que não declaram os seus rendimentos por completo, ou que quando o seu rendimento aumenta não o comunicam a quem deveriam, etc.. O que eu acho, e do meu ponto de vista é uma solução que, além de simples, é lógica e óbvia, é que a pensão de alimentos que um pai ou mãe é compelido a dar ao seu filho e quando na impossibilidade de a "pagar", deverá converter-se em dívida relativamente ao encarregado de educação do menor, a qual estaria sujeita à acumulação de juros entre outros como qualquer "empréstimo". Isto porquê? Porque se o pai ou mãe não podem contribuir num determinado momento para a educação/sustento do seu filho, este encargo/responsabilidade não pode ser adiado, pelo que alguém terá que o assegurar, querendo com isto dizer que existem uma série de encargos que terão que ser "cobertos" na devida altura, sendo que a parte em falta deverá responder perante a sua responsabilidade, nem que seja mais tarde, alegadamente quando para isso reunir condições!
Logo por aqui considero ser o primeiro acto de desleixo do estado, porque creio que nem todas as pessoas que recebem o dito abono de família o devem receber tendo em conta os seus rendimentos anuais! Um estado de direito também é isto: saber distribuir!
Ora, como eu dizia, o Estado atribui o dito abono a todas as crianças, no entanto dei-me conta hoje de que o Estado não leva a cabo algumas medidas "básicas" de protecção dos seus capitais (que são os nossos pela definição que apresentei no início).
Primeiro facto de que me dei conta hoje (a partir de casos reais). Imaginemos a seguinte situação, incrivelmente vulgar hoje em dia: Uma mulher tem um filho. Na maternidade o pai visita a mulher e o seu filho recém nascido, regista-o no próprio hospital como hoje, e bem, é possível. No entanto, o pai não está casado com a mãe da criança, nem muito menos em união de facto com ela. Nesta situação a criança recebe um abono considerável em relação à presumível média nacional (em relação à minha filha é pelo menos 3 vezes superior, mas pode ser mais). Ora, o estado dá pelo menos 40 euros por mês à mãe (e só peca por seu pouco) sem sequer se certificar que o pai, elemento fundamental desta equação, também contribui para o sustento do rebento!
Pode parecer uma situação sem qualquer importância, mas o que acontece na realidade é (o pior dos cenários) mães sustentarem um ou mais filhos sem que o pai ajude pelo simples facto que a mãe não quer ou não pode arcar com um processo judicial de atribuição de paternidade ou como isso se chama.
Por outro lado, também bastante vulgar, são os casais que simplesmente não requerem a união de facto ou o casamento porque em vez dos 17,50€ ou menos que receberiam, descobrem que o Estado está disposto a dar-lhes, pelo menos, o triplo sem lhes pedir qualquer esclarecimento em troca... E como a República, a tão recentemente festejada República, nunca pára num só mau exemplo, multiplica estas beneces por duas ou três vezes sem, mais uma vez, nada pedir em troca....
Este "esquecimento" leva a que muitas mulheres tenham que sustentar os filhos sozinhas sem que o estado, que deveria ir à procura do pai como a humidade vai atrás do apartamento daquela senhora da TVI, nada faça para corrigir esta "impunidade".
Por outro lado este "esquecimento" leva a que se gaste numa considerável, e cada vez maior número, de crianças, pelo menos o triplo do que era realmente justo, com prejuízo de quem realmente necessita. E digo desde já que eu não sou uma das pessoas que precisava, indubitavelmente, de um abono de família maior!
Outra situação existe em relação a este assunto que me deixa perplexo. São vários os casos de pais que alegam, em tribunal, que não podem pagar a pensão de alimentos que o tribunal decide atribuir. Estas situações infelizmente existem para prejuízo das crianças e dos seus pais, quando tal ocorre realmente. No entanto, e por várias vezes ouvi falar de casos (nos quais acredito piamente) de pais (pai ou mãe é igual, ainda que embora aqui nos interesse mais o caso do pai) que não declaram os seus rendimentos por completo, ou que quando o seu rendimento aumenta não o comunicam a quem deveriam, etc.. O que eu acho, e do meu ponto de vista é uma solução que, além de simples, é lógica e óbvia, é que a pensão de alimentos que um pai ou mãe é compelido a dar ao seu filho e quando na impossibilidade de a "pagar", deverá converter-se em dívida relativamente ao encarregado de educação do menor, a qual estaria sujeita à acumulação de juros entre outros como qualquer "empréstimo". Isto porquê? Porque se o pai ou mãe não podem contribuir num determinado momento para a educação/sustento do seu filho, este encargo/responsabilidade não pode ser adiado, pelo que alguém terá que o assegurar, querendo com isto dizer que existem uma série de encargos que terão que ser "cobertos" na devida altura, sendo que a parte em falta deverá responder perante a sua responsabilidade, nem que seja mais tarde, alegadamente quando para isso reunir condições!
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